terça-feira, 23 de setembro de 2014

entrevistando vespista - Alessandra Pinto Nora



AS - O que levou você a optar por uma Vespa?
APN - Em 1990 consegui uma vaga de emprego no atendimento comercial da RBS TV que necessitava de transporte para visitar os clientes. Na época, sem condições financeiras, minha única possibilidade era comprar uma Vespa para meu deslocamento. Com ela enfrentei dias de chuva e sol, no trabalho e na universidade... Foi minha parceira para início da minha carreira profissional e universitária. Um ano depois acabei vendendo-a para poder comprar um carro, mas continuei acompanhando sua trajetória. Quando me formei publicitária, estudei muito sobre o sucesso das campanhas da Vespa em valorização ao liberalismo e à emancipação feminina, através das pin-ups de Franco Mosca, o que fez com que eu me apaixonasse mais ainda pela marca. Depois de anos, consegui comprar e restaurar duas vespas que para mim traduzem toda a independência e conquista feminina que busquei ao longo desses mais de 20 anos de paixão pela marca, ou "lovemarks" como nós publicitários chamamos.

AS - Qual o passeio ou atividade que mais gosta de fazer com a Vespa?
APN - Moro na Serra Gaúcha e passear por aqui, entre curvas e estradas asfaltadas é bucólico! Coloco meus fones de ouvido e vou deslizando sem pressa pelas curvas da estrada ladeada de parreirais. É um momento de paz, reflexão e alegria.

AS - Você falou em "lovemarks"... Como cultiva essa paixão pela marca Vespa?
APN - Além de eu ter duas Vespas coleciono uma série de souvenirs, como chaveiros, camisetas, copos... Tenho uma coleção de miniaturas com mais de 30 modelos de vespas fabricadas pelo mundo. Me apresento como Vespista nas redes sociais. Não saio sem minha jaqueta e capacete com a marca Vespa, comprados na Itália. Toda a vez que ando, preciso deixar bem claro para os curiosos que adoram observar a "motoneta antiga" que se trata de uma Vespa e não de uma Lambretta. Confundir essas marcas é como confundir Coca com Pepsi... Sem chance!