quinta-feira, 27 de outubro de 2016
a Vespa voltou ao Brasil!!!
o que dizer?!!!
bem vinda!!!
e melhor do que dizer algo, é navegar no site da Vespa no Brasil, é claro!!
http://vespabrasil.com.br/pt_BR.html
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
traduzindo a nova Vespa no Brasil
Tenho lido, no Facebook, uma quantidade enorme de comentários de pessoas insatisfeitas com o preço da Vespa que chega ao Brasil. Alguns chegam a ser um tanto “hater”, como é de se esperar em uma rede social aonde educação não é pré-requisito de entrada.
Vamos fazer um estudo retrospectivo, para melhor entender as alterações de proposta que um produto de uma empresa pode ter.
A Vespa nasceu como veículo popular, isso todos já sabemos... em função da necessidade de mobilidade fácil e barata na arrasada Itália do pós-guerra... mas não foi apenas a Vespa o único veículo com esta proposta... houve outros dentro da Itália e também nos países vizinhos... cada um tinha sua scooter nacional, embora a Vespa tivesse muita entrada em todos países.
Nesta época os produtos industrializados que atendiam o mercado europeu eram feitos na Europa, e os tigres asiáticos ainda não produziam muita coisa.
A Vespa esteve, com fábrica, no Brasil na década de 80, e ainda atacava o mercado de motocicletas argumentando vantagens para aqueles que desfrutavam de sua mobilidade em suas scooter. Vantagens estas que logo se fizeram poucas frente as motocicletas baratas que Yamaha e Honda inundavam no mercado, ou seja, as Vespas não eram mais velozes, não eram mais econômicas, nem estáveis comparadas as 125cc dos japoneses. Além disso, enfrentaram uma falta de assistência técnica que só quem teve Vespa naquela época há de se lembrar.
A queda de vendas e perda de mercado foi óbvia e está contada por todo lado na internet para quem quiser maiores detalhes.
Durante estes anos todos onde os veículos fabricados na Ásia ganhavam terreno com seus preços baixos, os fabricantes europeus praticamente desistiram de entrar no mercado popular, salvo as marcas que colocaram suas indústrias também nos países de mão de obra barata, com produtos de tecnologia superada (como a vespa na Índia).
O altíssimo custo de mão de obra na Europa obriga as empresas a trabalharem com produtos para atender a alta classe de consumo. Os produtos de altíssima tecnologia com design surpreendentes, e muitas horas de trabalho manual conferindo aos produtos um grau elitista.
A Vespa não conseguiu fugir deste conceito, pois jamais poderia competir com a Ásia nos produtos populares.
Sendo assim, a Vespa, depois destes anos todos fora do olhar dos brasileiros, se tornou um veículo “elegante” para mobilidade em duas rodas. A sua melhor alternativa seria, portanto, aderir ao conceito de "veículo nobre", como tantas outras marcas Italianas, alemãs, inglesas, etc
Seria como dizer que a Vespa está para as scooter assim como um Aston Martin está para os carros.
Isso mostra o quanto o “pessoal da vespa” no Brasil AINDA não compreendeu o que se passou nestes anos todos e o que a Vespa pretende a nível de mercado nos países.
Alguém poderia ser simplista e dizer: “a Vespa é chique, e é pra ricos. entendeu ou quer que desenhe?” Só que TAMBÉM NÃO É ISSO!!
Trata-se de um produto destinado a satisfazer não apenas a mobilidade, mas a auto-estima, a inserção, etc... assim como um Mini-Cooper, ou um Smart, que são veículos pequenos apesar de custarem 4 vezes mais do que outros que satisfazem a mesmíssima mobilidade!!
O modelo Primavera chega ao Brasil custando um pouco mais de 22 mil, e isso é apenas o dobro do que custam os veículos populares de mesma mobilidade. Sob este prisma, a Vespa está então BEM mais perto da possibilidade de consumo do que você pensava.
Deve-se lembrar também que são veículos de valor agregado e pouca desvalorização com os anos.
A Vespa tratou de deixar isso tudo muito claro, sem ter de escrever uma só palavra, no momento que escolheu revender suas scooters em boutiques na rede Iguatemi, do que em concessionárias. Elitista?! De certa forma, sim, até porque o perfil de cliente (e dos proventos destes) é automaticamente selecionado pelo hábito de consumo.
Dito isso tudo, podemos chegar a algumas conclusões:
- a Vespa não é mais um veículo popular.
- a Vespa é um veículo de alta tecnologia, acabamento e design destinado a estusiastas e àqueles que desejam mobilidade de scooter com uma certa distinção
- cliente que gosta de Vespa mas não vê possibilidade de compra do veículo conforme seus proventos, não deve ficar triste, afinal, todos gostamos de Masseratti mas estamos conformados de não ter uma.
- a Piaggio não é uma empresa estatal compromissada com a mobilidade popular!! Ela é uma empresa privada, que teve de ajustar seu produto conforme o mercado e conforme os meios de produção que dispunha!!! (robotização, engenharia avançada, salários europeus)
- dê boas vindas à Vespa do Brasil, pois quanto maior o número de scooters rodando, maior será a atenção pra com o mercado, com as vias de rodagem, etc
- se você não é a Honda ou a Yamaha, você não tem nada a perder com a chegada da Vespa. Pelo contrário, quanto maior é a concorrência, mais o consumidor se beneficia, direta, ou indiretamente.
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